Capítulo de livro · Psicologia clínica e Filosofia · 2025
Dados da publicação
Autor: Fernando da Silva Mancebo
Evento de origem: III Congresso Luso-Brasileiro de Saúde Coletiva
Livro: Pesquisas e debates sobre a Saúde Coletiva: um intercâmbio entre Brasil e Portugal, volume 3
Editora: Omnis Scientia
Palavras-chave: Psicologia clínica; Cartografia; Ética
Sobre a produção
Este capítulo investiga a possibilidade de compreender a cartografia como um caminho clínico para a criação de um corpo sem órgãos. Para isso, parto da ontologia de Bento de Espinosa e de sua articulação com as formulações de Gilles Deleuze e Félix Guattari, buscando pensar uma clínica que não tome um modelo ideal de funcionamento como medida prévia da experiência.
Por se tratar de conceitos difíceis, atravessados por formulações que frequentemente assumem uma dimensão poética, optei por uma exposição didática organizada por contrastes. Esses contrastes organizam o percurso do texto e tornam visível sua questão central: como sustentar uma experimentação clínica que não reproduza modelos transcendentes e que, ao mesmo tempo, não confunda liberdade com desorganização ilimitada? A resposta proposta passa pela prudência. Criar um corpo sem órgãos exige experimentar, mas exige também avaliar os afetos produzidos, discernindo as relações que ampliam a potência daquelas que conduzem à decomposição.
Referência
MANCEBO, Fernando da Silva. O caminho clínico-cartográfico para a criação de um corpo sem órgãos. In: Pesquisas e debates sobre a Saúde Coletiva: um intercâmbio entre Brasil e Portugal. v. 3. Editora Omnis Scientia, 2025. cap. 70, p. 628–633. DOI: 10.47094/978-65-284-0201-4/628-633.
